terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia dos namorados



No dia que as juras de amor andam no ar
Que os corações se enchem de ternura
Os namorados prometem sempre amar
O meu amor em vós eternamente perdura

As minhas namoradas, nunca esquecerão
Elas crescerão no amor que jamais morrerá
Qual rio nascido nas entranhas do meu coração
E nelas frutificará e para sempre em nós viverá

"O namorado sempre presente"

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


OS OLHOS E O AMOR

Olhei-te e disse-te:
- Benvinda!
Não me ocorreu dizer-te outra coisa. As lágrimas correram e travaram as palavras.
Neste tempo em que partilhámos o mesmo corpo, o desejo de te olhar foi crescendo.
Desejava-te há muito. Desejava-te mesmo antes de te ter em mim.
E neste crescendo olhei-te nos meus olhos.
E neste crescendo olhámos o mundo com os meus olhos e eu olhei o mundo através dos teus olhos.
Os teus olhos vêem o mundo mais colorido e sentem as pessoas mais coloridas.
Colorido e coloridas. Sim! Porque os teus olhos são só amor e o teu amor dá cor às coisas e às pessoas!
Agora que cada uma tem o seu próprio olhar, dou por mim reencontrando esse amor tão primeiro de criança e colorindo o comum nos meus dias.
E depois olho-te...
E sei o que os teus olhos vêem... um mundo salpicado de pessoas felizes!
_______________________________________________________________
Ana Paula Carvalho, Lisboa, Fev 2012

domingo, 23 de outubro de 2011

Hoje... ontém... um sentimento que aflora o meu pensamento e me faz sorrir o coração e brilhar os olhos através deste amor maior que é o de ser mãe.
"Uma das maravilhas de ser mãe é poder ser criança novamente e experimentar brincadeiras novas e reinventar antigas."
.....................................................................................

Hoje não li só uma história... hoje redescobri uma história... com o mesmo sentimento de magia e poesia que guardo após estes mais de 30 anos que me separam daquela menina da escola que ouvia a professora contar uma história e desenhava as personagens e os cenários na sua imaginação.

domingo, 22 de agosto de 2010

Versos desencontrados

Em nada ou em ninguém
Eu deveria acreditar!
Nem no amor, nem na vida. - As ilusões,
Mesmo até quando vêm disfarçadas
E já conhecem o cliente, hesitam,
E chegam a partir envergonhadas...
As ilusões -
Também têm os seus mais preferidos;
E àqueles que ficaram na ruína
Do pensamento, e são - por graça de conquista
Os pálidos mortais desiludidos,
A esses já não correm muito afoitas
Na mentira das grandes fantasias!
- É por isso que eu hoje ainda vivo
À margem das ridículas tragédias
Que lemos nos jornais todos os dias.
Atulham-se os presídios; no degredo,
Atados à saudade, vão ficando,
- Como lesmas ao luar, esses que matam,
E pelo amor tombaram na desgraça:
- Um sonho, um beijo, uma mulher que passa!
Só a guitarra os lembra ao triste fado
Nos ecos diluídos e chorosos
E fundos do lusíada, coitado!
Eu olho para tudo que enxameia
Nesta viela escura da existência
Como quem se debruça num abismo
E fica revolvendo a consciência
Na tristeza infinita de um olhar!...
- A humanidade é vil e o seu egoísmo
Tem base na vileza de vexar.
Sim;
Por qualquer coisa os homens tudo vendem:
Palavra, dignidade, a própria vida,
Só porque desconhecem a doutrina
Bendita de Jesus; - esse tesoiro,
Essa fonte de luz onde aprendi
A ser leal e amigo e a respeitar
Aquela que nos risos do meu lar
Desembaraça os fios de uma queixa
No mistério que cinge o verbo amar.
Mas quando um ano acaba e outro vem,
Embora a minha fronte e os meus cabelos
Envelheçam na marcha para o fim
E um sabor de renúncia e de cansaço
Vibre, cantando, aqui, dentro de mim,
Rebenta-me no peito uma esperança
Tão lúcida, tão viva, e tão ungida
Na fé que ponho erguendo a minha prece -
Que peço a Deus do fundo da minha alma
Que a todos os que sofrem neste mundo
Dê o conforto de uma vida calma.
António Botto
Aves de Um Parque Real
As Canções de António Botto
Editorial Presença
1999

terça-feira, 24 de junho de 2008

Jazzzzzzzzzz

Eu gosto de jazz. Instrumental, vocal, de fusão... e hoje apetece-me jazzzzzzzzz!

Dois endereços para acesso fácil à música jazzzzzzzzzzzzzz!

http://www.marginal.fm/

http://cotonete.clix.pt/ouvir/radios/tematica.aspx?id=9

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Esperança

"Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização." MLKing

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Omnisciência

Cheguei a casa após um serão de teatro.
É tão bom ir ao teatro. Venho sempre recheada de emoções. Aconteceu assim na primeira vez que fui ao teatro em Lisboa. Já lá vão uns 17 anos e foi no Teatro Aberto ainda no velho barracão. Estava quase dentro da história pois até os pés estavam em cima do palco. E desde esse dia fiquei fascinada pelo teatro... pela atmosfera das luzes, do cenário, dos sons e dos tons, das personagens e dos actores, da história e das vidas dos outros que também são minhas.
Hoje também fiquei assim dentro da história, a sentir como se fossem minhas aquelas vontades aprisionadas. Também eu me senti observada e programada para outras verdades.
O uso do áudio visual conseguiu ligar os acontecimentos do passado com os do presente de forma dinâmica e revelar a evolução as personagens num crescendo intrigante. A interligação dos espaços com as imagens vídeo transmitia a sensação de constante monitorização da vida de cada um, de invasão dos pensamentos e de anulação da espontaneidade.
A interpretação transmitiu a essência de cada personagem e da história que encerrava em si.
Aqui também registo a minha admiração pelos actores que no seu profissionalismo se entregaram às personagens e deram vida a uma história actual e perturbante, apesar de terem um público tão pequeno incapaz de oferecer as palmas que mereciam.
Aqui fica o link do Teatro Aberto e da Omnisciência.
Parabéns Albano Jerónimo, Cristina Carvalhal, Inês Rosado, João Reis e Nuno Carinhas

http://www.teatroaberto.com/index2.php?lg=1&idmenu=8&idsubmenu=21

Obrigada por me deixarem a pensar e a sentir... e a gostar de ir ao teatro.