Cheguei a casa após um serão de teatro.
É tão bom ir ao teatro. Venho sempre recheada de emoções. Aconteceu assim na primeira vez que fui ao teatro em Lisboa. Já lá vão uns 17 anos e foi no Teatro Aberto ainda no velho barracão. Estava quase dentro da história pois até os pés estavam em cima do palco. E desde esse dia fiquei fascinada pelo teatro... pela atmosfera das luzes, do cenário, dos sons e dos tons, das personagens e dos actores, da história e das vidas dos outros que também são minhas.
Hoje também fiquei assim dentro da história, a sentir como se fossem minhas aquelas vontades aprisionadas. Também eu me senti observada e programada para outras verdades.
O uso do áudio visual conseguiu ligar os acontecimentos do passado com os do presente de forma dinâmica e revelar a evolução as personagens num crescendo intrigante. A interligação dos espaços com as imagens vídeo transmitia a sensação de constante monitorização da vida de cada um, de invasão dos pensamentos e de anulação da espontaneidade.
A interpretação transmitiu a essência de cada personagem e da história que encerrava em si.
Aqui também registo a minha admiração pelos actores que no seu profissionalismo se entregaram às personagens e deram vida a uma história actual e perturbante, apesar de terem um público tão pequeno incapaz de oferecer as palmas que mereciam.
Aqui fica o link do Teatro Aberto e da Omnisciência.
Parabéns Albano Jerónimo, Cristina Carvalhal, Inês Rosado, João Reis e Nuno Carinhas
http://www.teatroaberto.com/index2.php?lg=1&idmenu=8&idsubmenu=21
Obrigada por me deixarem a pensar e a sentir... e a gostar de ir ao teatro.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
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