quarta-feira, 11 de junho de 2008

Prelúdio de português além mar...

Na segunda-feira, a SIC passou uma reportagem sobre um pianista emigrado no frio da Noruega a trabalhar com dignidade mas sem brilho no olhar. http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pais/slideshows/preludio_mar_distante.htm

Para mim não era um pianista qualquer. Era o João Balula Cid que eu ouvi ao longo de vários anos em diversas salas de Lisboa ou reconheci em alguns programas da televisão.
Encontrei-o em espaços pequenos que proporcionavam momentos de desfrute de música ao vivo como se de um concerto privado se tratasse.
Locais intimistas ou ou de maior bolício mas onde o piano calava o silêncio ou impunha a música ao ruído. E tudo à volta se anulava porque a música sempre me transporta para outra dimensão sempre me faz pensar com maior clareza.

Foi com tristeza e mágua que verifiquei a partida de mais um português dotado. E questiono-me como é que o meu País deixa continuamente partir pessoas que poderiam contribuir para o seu desenvolvimento.
O País tem de encontrar formas cívicas de viabilizar a permanência destes portugueses dotados pois eles constituem uma garantia de desenvolvimento cultural da população portuguesa.
Não me conformo em deixar fugir quem pela sua formação e genialidade pode contribuir para uma melhor educação dos filhos, sensibilização dos pais e dignidade dos avós portugueses.
O País terá de ser inventivo e acordar os sentidos para algo mais do que o ecran da tv ou o consumismo desenfreado de bens desnecessários, criando condições de remunerar com dignidade a produção artistica dos nossos portugueses talentosos.
O País somos todos nós e sou eu também... e eu aqui de mim para mim renovo a minha esperança num Portugal criativo e orgulhoso dos seus portugueses!

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